O CRISTÃO, AS DROGAS E O BRASIL (Texto Dr. Marcio Geron)

Cristo e o jovem drogadoQueridos irmãos de fé: A Paz de Jesus!

             O que fazer diante da seguinte situação: o seu inimigo é poderoso e você é limitado.

O Cristão, as Drogas e o Brasil

                     Como agir?  Talvez, a solução conveniente e fácil fosse o silêncio, mas aceitei o ensinamento bíblico que diz:

                    “…é mais sábio pedir conselhos”. (Pr 13,10).

                    Hoje, portanto, venho com toda a simplicidade, pedir o seu conselho a respeito da seguinte realidade:

                    “Como vencer as drogas que estão destruindo as famílias brasileiras?”.

         Os dados são indiscutíveis:

         “Ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar que é dependente químico, de acordo com o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos…” (G1, SP, 3/12/2013).

                    Também, quero pedir uma humilde explicação:

                    “Como pode, no Brasil onde reina Jesus Cristo, as drogas, especialmente, a bebida alcoólica, matarem homens, mulheres e jovens de forma tão gritante? Como pode um país cristão, um dos maiores do mundo, estar de joelhos para as drogas?”.

               Novamente, os dados são inatacáveis:

                “O uso de drogas matou 40.692 pessoas no País entre 2006 e 2010, uma média de 8 mil óbitos por ano. Estudo sobre mortes por drogas legais ou ilegais, registradas no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostra que o álcool é o campeão na mortandade”. (Jornal O Estado de São Paulo, 4/12/12).

                    Na verdade, é chegada a hora dos cristãos do Brasil responderem a três questionamentos:

                    a) primeiro, pode um seguidor de Cristo defender a descriminalização das drogas?

                    b) segundo, pode um seguidor de Cristo aceitar que crianças e adolescentes bebam?

                    c) terceiro, pode um seguidor de Jesus Cristo aceitar que a Igreja tenha ligação com a bebida alcoólica?

                    Sim ou não?

                    Confesso, contudo, a minha dificuldade para encontrar fundamentos bíblicos para resposta afirmativa (sim).

                     As drogas, inclusive a maconha, geram danos à saúde e à vida humana. Desta maneira, descriminalizar as drogas é ofertar aos filhos de Deus produtos que os levarão a morte (é uma cooperação direta com o mal). Aliás, o texto bíblico é claro:

                    “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele”. (1Cor 6, 19-20).

                    As drogas afastam o homem do reino de Deus. Por óbvio, a droga será o centro da sua vida. O texto bíblico é firme:

                    “Ai dos que passam o dia inteiro bebendo cerveja e vinho, desde a madrugada até tarde da noite, e ficam completamente bêbados! Nas suas festas há música de harpas e de liras, de pandeiros e de flautas e muito vinho para beber. Eles não se importam com os planos de Deus, o Senhor, nem levam em conta o que ele está fazendo”. (Is 5, 11-12).

                     Portanto, é incompatível o reino de Deus com uma sociedade tolerante com as drogas (conferir os alertas 1Cor 6,10, Gl 5,21 e 1Pe 4,3).

                     Tampouco, encontro amparo na Bíblia para a liberalidade concedida a bebida alcoólica. Diga-se de passagem, os dois primeiros dramas familiares descritos no texto Sagrado foram frutos da bebida alcoólica, como exemplo:

                    “Um dia Noé bebeu muito vinho, ficou bêbado e se deitou nu dentro da sua barraca. Cam, o pai de Canaã, viu que o seu pai estava nu e saiu para contar aos seus dois irmãos” (Gn 9,21-22); e, disse:

                    “Venha cá, vamos dar vinho a papai até que fique bêbado. Então nós nos deitaremos com ele e assim teremos filhos dele. Naquela mesma noite elas deram vinho ao pai, e a filha mais velha teve relações com ele. Mas ele estava tão bêbado, que não percebeu nada” (Gn 19, 32-33).

                     Lembro ainda, da vinculação da bebida alcoólica e a destruição dos filhos, fornecida pela seguinte passagem:

                    “Ainda estava falando, quando outro apareceu e disse: ‘Teus filhos e tuas filhas estavam comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais velho, quando um vento forte, vindo do outro lado do deserto, irrompeu contra os quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens. Estão mortos. Só eu escapei para trazer-te a notícia’”. (Jó 1,18-19).

                     Muitos falarão que o mencionado texto é simbólico. Porém, o que dizer da seguinte passagem bíblica:

                    “Não se embriaguem, pois a bebida levará vocês à desgraça; mas encham-se do Espírito de Deus”. (Ef 5,18).

                     A violência doméstica (familiar), os crimes violentos (homicídios e lesões) e de trânsito têm um grande combustível a bebida alcoólica. É revelador o texto Sagrado:

                    “Quem é que grita de dor? Para quem são as tristezas? Quem é que vive brigando e se queixando? Quem é que tem olhos vermelhos e ferimentos que podiam ter sido evitados? É aquele que bebe demais e anda procurando bebidas misturadas. Não fique olhando para o vinho que brilha no copo, com a sua cor vermelha, e desce suavemente. Pois no fim ele morde como uma cobra venenosa. Você verá coisas esquisitas e falará tolices”. (Pr 23, 29-33); e,

                     “Quem bebe demais fica barulhento e caçoa dos outros; o escravo da bebida nunca será sábio” (Pr 20,1).

                      Portanto, é dever dos líderes políticos e da própria Igreja proteger as famílias dos malefícios das drogas.

                     Consequentemente, é contraditória a vinculação da Igreja com a bebida alcoólica (festas sociais – com arrecadação de dinheiro ou não). É preciso ficar claro, a bebida alcoólica é a droga que mais mata no país.

                    O texto Sagrado indica o caminho para Igreja, como exemplo:

                    “Não pode ser chegado ao vinho nem briguento, mas deve ser pacífico e calmo.

Não deve amar o dinheiro” (1Tm 3,3).

                    A propósito o alerta bíblico é para todos os membros da Igreja, como exemplo:

                    “O que está certo é não comer carne, não beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa que leve um irmão a cair em pecado”. (Rm 14,21).

                    Uma pequena pergunta: bebida alcoólica nas festas sociais da Igreja é para glória de Deus? Registro o seguinte ensinamento bíblico:

                    “Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. (1Cor 10,31).

                    Na realidade, as drogas, em especial as bebidas alcoólicas, ganharam nos dias atuais total domínio nas relações familiares e comunitárias.

                    Infelizmente, os cristãos e suas Igrejas não perceberam que o mal escolheu uma forma para atuar na vida da comunidade. Em termos claros, o maligno elegeu as drogas como maior instrumento para sua ação destruidora. É o reinado do individualismo e do materialismo.

                    A penetração é tão profunda que falar contra as drogas gera revolta. Muitos falam que é atacar a alegria e o divertimento (é ser ultrapassado). O mal conseguiu entrar na cabeça de uma imensidão de pessoas e fixar a ideia que sem bebida alcoólica, por exemplo, não é possível uma festa feliz.  Falam também em usar droga de forma recreativa. Indago: como o caminho da destruição pode ser um divertimento? Contudo, o texto Sagrado sempre alertou para as estratégias do maligno:

                    “E isso não é de admirar, pois até Satanás pode se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz” (2Cor 11,14).

                    Na atualidade, mais do que nunca, os pais cristãos devem agir como a seguinte mãe que orientava o seu filho (rei):

                    “Os reis não devem beber vinho nem outras bebidas alcoólicas. Quando eles bebem, não lembram das leis e esquecem os direitos dos que são explorados. As bebidas alcoólicas são para os que estão morrendo, para os que estão na miséria. Que eles bebam e esqueçam que são pobres e infelizes. Fale a favor daqueles que não podem se defender. Proteja os direitos de todos os desamparados. Fale por eles e seja um juiz justo. Proteja os direitos dos pobres e dos necessitados” (Pr 31, 4-9).

                    O próprio Cristo alertou os pais (cristãos) a respeito da necessidade da constante reflexão e vigilância, como exemplo:

                    “Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras, ou os problemas desta vida façam vocês ficarem tão ocupados, que aquele dia pegue vocês de surpresa, como fosse uma armadilha. Pois ele cairá sobre todos no mundo inteiro. Portanto, fiquem vigiando e orem sempre, a fim de poderem escapar de tudo o que vai acontecer e poderem estar de pé na presença do Filho do Homem, quando ele vier”. (Lc 21,34-36).

            Cristo e o jovem drogado        Antes do final, quero esclarecer que minhas palavras não são para escandalizar ou para julgar qualquer comportamento. Assim, acolham meus pensamentos, com espírito de perdão, diante das minhas insuficiências de toda ordem. Seguramente, o meu único desejo é de ajudar a nossa comunidade de fé.

                    Que Deus proteja a sua família! E que vocês encontrem, com a graça de Deus, uma maneira de salvar os nossos jovens das drogas!

                    A Paz de Jesus!

                    Marcio Geron

                    Juiz de Direito

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