AS APARÊNCIAS ENGANAM! E COMO ENGANAM!

AS APARÊNCIAS ENGANAM! E COMO ENGANAM!

                   Todos nós sabemos que as aparências enganam, mas às vezes acho até esta afirmação um tanto equivocada. Será mesmo que as aparências enganam ou nós é que nos enganamos com elas? Pois é, de vez em quando surgem fatos na nossa vida cotidiana relacionados com este tema.
Passo então a relatar um caso que aconteceu recentemente comigo. Só que nesta ocasião, uma outra pessoa foi quem interpretou de maneira equivocada o conteúdo de um copo que estava na minha mão. Vamos ao fato que aconteceu:
Diariamente tomo um remédio controlador de pressão arterial. Certo dia, como tinha um exame de sangue para fazer deixei para tomar o comprimido após este procedimento médico, isto é, após o referido exame. E resolvi fazê-lo numa lanchonete próxima dali. Primeiro pedi um pequeno lanche e ao mesmo tempo um copo com água. Até aqui nada de muito anormal. Logo que tomei o comprimido e ao colocar o copo sobre o balcão com o restante de água, eis que um senhor, aparentando a minha idade, 63 anos ou mais um pouco, olhando bem para aquele copo com aquele líquido, não perdeu tempo e querendo puxar conversa, fez a sua equivocada observação. E foi sucinto e crítico:

-“Bebi muito isso quando era rapaz….!”

– É mesmo? E agora não bebe mais isso? Parou?

Tentei alimentar uma conversa sem revelar o verdadeiro conteúdo daquele copo que estava comigo.

-Realmente, não bebo mais nenhum tipo de cachaça!

-Eu também não. Atendendo orientações, sugestões médicas só tomo refrigerantes e água.

Ao falar assim logo percebi que aquele senhor balançou a cabeça negativamente e falou:

-“Não estou entendendo. Como parou e continua bebendo?

-Sim, continuo só bebendo água conforme falei. Agora mesmo acabei de engolir um comprimido para controlar a minha pressão arterial.

-Ah, isso é bom! – Finalizou aquele senhor que logo em seguida pagou o café que acabara de tomar e deixou o local um tanto chateado com a gafe que cometeu ao se deixar levar pela aparência, confundindo a água com a maldita cachaça.

É, como diz o ditado: “De longe, todas as montanhas são azuis!” (Só que nesta ocasião não foi bem “de longe” e sim de perto).

Joboscan Araujo

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