Crônicas

A CRIANÇA QUERIA SER UMA TV

Eis a oração de uma criança

“Senhor, faze de mim um aparelho de televisão” , para que meus pais me tratem como eles tratam o televisor. Para que olhem para mim com o mesmo interesse com que olham para a tela de TV; especialmente, quando minha mãe assiste sua novela favorita e meu pai o seu esporte predileto. Eu quero falar com aqueles homens, pois quando eles falam, toda a família fica em silêncio, para ouvir bem o que eles têm a dizer.

Eu gostaria de ver mamãe se admirar de mim, como ela se admira, quando vê a última moda na tela. Eu gostaria que meu pai risse comigo como ele faz, quando os artistas contam suas piadas. Eu gostaria que meus pais me dessem tanta atenção, quanto dão ao televisor. Quando este não funciona, imediatamente mandam chamar o técnico para consertá-lo.

Eu gostaria de ser um televisor e, assim, ser o melhor amigo e a pessoas mais importante para meus pais. Oh! Pai do céu. se Tu me transformares num televisor, eu novamente teria pais e poderia me sentir feliz. Pai, faz de mim um televisor, em nome de Jesus. Amém”

Extraído do jornal ‘Mennoblatt”, de 16/02/96

Prezado leitor, eu espero que você tenha percebido o clima deste lar e o drama desta criança. Verifique se o ambiente do seu lar é diferente! Queira Deus que o cotidiano das nossas famílias seja sadio, para que nossos filhos e netos tenham o aconchego e a orientação que precisam, e se tornem pessoas fortes e felizes, úteis para a sociedade.  J. D.

Baú do Balacobaco

A INTELIGÊNCIA FAZ A DIFERENÇA
Um rabino tinha 12 filhos, precisava sair da casa onde morava e alugar outra maior, mas não conseguia por causa do monte de crianças. Quando ele dizia que tinha 12 filhos, ninguém queria alugar porque sabiam que a criançada iria destruir a casa. E ele não podia dizer que não tinha filhos, pois não podia mentir, pois rabinos não podem mentir. Ele estava ficando desesperado com esta situação. Afinal, o prazo para se mudar estava se esgotando.

Certo dia teve uma brilhante idéia: mandou a mulher ir passear no cemitério com 11 dos seus filhos. Pegou o filho menor que sobrou e foi ver algumas casas juntamente com o agente da imobiliária. Gostou de uma casa e o agente logo perguntou fez a conhecida pergunta: “Quanto filhos o senhor tem?” Ele respondeu que tinha 12. Em seguida o mesmo agente fez a segunda pergunta que ele tanto almejava: “Mas onde estão os outros?” E ele imediatamente respondeu, com um ar muito triste, o que não o denunciava de uma mentira:

-Estão no cemitério, junto com a mãe deles!

Após esta confissão, o homem da imobiliária não teve nenhuma dúvida. Preparou o contrato e o homem conseguiu enfim, alugar uma casa maior que tanto desejava, sem precisar MENTIR, diga-se de passagem.

MORAL DA HISTÓRIA:

A inteligência faz a diferença. Não é necessário mentir, basta escolher as palavras certas, no momento adequado.

Pé de chinelo novo no asfalto

Aquele chinelo de tiras, quase novo deixado no meio de uma rua movimentada do bairro onde moro, não estava ali por motivo de esquecimento, distração ou algo parecido não. Ele se soltou do pé de uma jovem viciada em droga, a qual saiu correndo desesperada, ao fugir de um flagrante da polícia militar, momentos antes de adquirir o maléfico produto.
Inclusive, no instante em que eu descia à mesma rua, com destino ao mercado situado lá na avenida, percebi que aquela jovem combinava alguma coisa com mais dois meliantes, os quais pareciam intimá-la a comprar o “baseado”, uma vez que eles estavam “sujos” no pedaço, conforme se justificavam para não darem muito na vista dos traficantes. Senão, era morte na certa. A “barra” estava pesada para eles, portanto preferiam pedir o favor de uma “mula” para o tal serviço. E resolviam entar ficar camuflados em algum ponto estratégico do bairro. E foi exatamente neste momento que passei e fui resolver os meus compromissos, deixando-os para trás com as suas maracutaias.
Minutos depois, quando regressei, passando pelo mesmo local, o burburinho de pessoas por ali tinha aumentado e o comentário ainda fresquinho era sobre uma ação policial naquela boca de fumo naquela rua e teve até perseguição em seguida. E foi aí que aquela meliante, ao perceber a chegada do carro da polícia, que ao sair em disparada, à sua revelia, deixou cair um pé de chinelo e nem olhou para trás. A vida dela parecia bem mais importante e preciosa do que aquele objeto largado no meio da rua. Se os policiais atingiram o seu objetivo, ninguém ficou sabendo, pois não houve retorno de ninguém, pelo menos durante algumas horas. Depois que a poeira abaixasse, quem sabe!
Enquanto isso, aquele pé de chinelo ficou ali no meio da rua e muitos transeuntes o olhavam e alguns sem entenderam o porquê daquele “esquecimento” ou “distração”, o que não era verdade. No meu regresso, ainda ouvi quando duas senhoras comentavam ainda o fato ocorrido há poucos minutos e vendo uma criança ameaçar pegar aquele calçado, uma levantou a voz, admoestando-a:

-“Deixa isso aí, garota, esse chinelo é de meliante !”
-“Ah, é? Eu pensei que fosse de borracha!”

Em seguida seguiu o seu caminho dando risadas, do sarro que acabara de tirar da mulher metida a pedante.

Joboscan de Araújo

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Crônica, LÍNGUA PORTUGUESA, LEITURA. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s